Representações pós-pandémicas: a construção do futuro e a salvação da memória em O Último Gozo do Mundo de Bernardo Carvalho
Palavras-chave:
pandemia, distopia, utopia, memória, Bernardo CarvalhoResumo
Partindo de uma leitura da novela O Último Gozo do Mundo do escritor brasileiro Bernardo Carvalho, procura-se problematizar as questões da memória e da identidade num quadro apocalíptico pós-pandemia, interligando a demanda subjetiva dos protagonistas com uma dimensão coletiva, tanto em termos nacionais como transnacionais. A desconstrução da ficção realista, aliada a uma perspetiva distópica, não impede a presença de um sentido utópico de (re) construção do futuro, assente no repensar da relação entre imaginação e memória e na questionação crítica do real.
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