A ciência colonial no regime do biopoder: ecos nas literaturas e nas culturas em português
Palavras-chave:
Biopoder, Racialismo científico, colonialismo, literatura e políticaResumo
A análise da mecânica do poder desenvolvida por Michel Foucault ao longo da sua obra filosófica desenha a intrínseca relação entre biologia, mecanismos de controle e processos de normalização. Nesse âmbito surge e desdobra-se, em publicações oriundas dos cursos lecionados no Collège de France, a reflexão em torno do biopoder.
A partir da análise de Michel Foucault seria possível analisar também as classificações dos indivíduos moldadas durante a modernidade colonial, bem como os seus desdobramentos – do racialismo científico até a eugenia. O presente artigo, através de uma abordagem comparativa, pretende interrogar os rastos e as persistências das hierarquias raciais e dos pressupostos “civilizatórios” do poder, estritamente ligado às perspectivas modernas de progresso, no universo literário e cultural brasileiro e português.
