A ciência colonial no regime do biopoder: ecos nas literaturas e nas culturas em português

Autores

  • Mário César Lugarinho Universidade de São Paulo (USP) Autor
  • Luca Fazzini Universidade de Lisboa, Centro de Estudos Comparatistas da Faculdade de Letras Autor

Palavras-chave:

Biopoder, Racialismo científico, colonialismo, literatura e política

Resumo

A análise da mecânica do poder desenvolvida por Michel Foucault ao longo da sua obra filosófica desenha a intrínseca relação entre biologia, mecanismos de controle e processos de normalização. Nesse âmbito surge e desdobra-se, em publicações oriundas dos cursos lecionados no Collège de France, a reflexão em torno do biopoder.

A partir da análise de Michel Foucault seria possível analisar também as classificações dos indivíduos moldadas durante a modernidade colonial, bem como os seus desdobramentos – do racialismo científico até a eugenia. O presente artigo, através de uma abordagem comparativa, pretende interrogar os rastos e as persistências das hierarquias raciais e dos pressupostos “civilizatórios” do poder, estritamente ligado às perspectivas modernas de progresso, no universo literário e cultural brasileiro e português.

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Publicado

2026-01-14