Ciberperformance: da transposição à inovação

Autores

  • Pedro Alves da Veiga Universidade Aberta, Centro de Investigação em Artes e Comunicação Autor

Palavras-chave:

ciberperformance nativos digitais covid-19 criação digital média-arte performativa

Resumo

Este artigo visa explorar e identificar formas de ciberperformance nativas do meio digital e/ou telemático, com especial ênfase nas surgidas durante o período pandémico. As tecnologias digitais contribuem para a alteração ou disrupção de  práticas estabelecidas, criando oportunidades de inovação em toda a economia criativa. Este fenómeno foi potenciado pela pandemia do COVID-19, que ao dificultar a fruição dos espaços  públicos, contribuiu para um aumento significativo de experiências ao vivo nas principais redes sociais. Para tal, a resposta imediata de artistas e instituições das artes foi a transposição literal dos seus eventos e criações para sistemas de videoconferência ou videodifusão, como Zoom, Microsoft Teams ou Google Meet. No entanto, os nativos digitais encontraram caminhos e motivações para ir além da simples transposição da exibição ou performance tradicional para as redes sociais e media digitais, dando origem ao que se pode designar por ciberperformance nativa, constituindo novos formatos artísticos e produtos culturais, cuja criação é moldada pelas próprias tecnologias e redes de informação. Importa, pois, explorar a natureza da literacia digital artística, criativa e performativa. E importa entender como a experiência estética, participativa e de interação social das audiências é moldada pela fruição artística destas ciberperformances nativas. 

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Publicado

2026-01-14